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Quarta-feira, Janeiro 11, 2012

Meu próprio demônio

Minimamente ridículo,
sem vestígios, meu Demômio surgirá.
Fui eu quem fiz aquele,
que em sua cama dormirá.

Eu o fiz, porque mereço esta canção!
Eu mereço descobrir por que me odeia, por que ama...
Parta agora, deixe-me aqui, embebido em solidão,
enquanto encaro, vazio, formas de vida na lama.

Oh! Por favor, Sonhe-nos!
Sonhe-nos como se fossemos reais!
Sonhe-nos como se fossemos morrer,
sonhe-nos até que nos tenhamos tornado imortais.

Suas asas sonhadoras não vigiam mais meu leito
Tão temíveis, tão exatas, fui deixado para trás...
Mas perdoo a quem acha-lo,
pois eterna é a noite, eterna é sua canção

E seu rastro, tão etéreo, tem cheiro de paixão,
mas o doce é enganoso, como a vasta solidão o contará.
Suas chamas, adoentadas, ardem árduas em suas mãos
não hesite um só segundo, pois o sol da meia noite o seguirá.

Cante-nos, então, essa canção!
Você é aquele que merece estar onde está
Sua lágrima, sepultada em sua face,
nunca mais ressurgirá.

A hora está por chegar.
Os que o conhecem que o entendam,
nada nunca vai mudar. Só o incerto ora por nós.
Eu criei meu próprio Demônio, mas não sei onde o deixei.

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O autor agradece.

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