Ruiu aqui tudo aquilo que outrora construiu,
ressecando a morte em mais espasmos
do que os cálculos indicaram previamente.
Entender o que se passa já não nos traz escuridão
pois perdidos em desalinho, os mundos todos cairão.
Não disfarce os dessabores tão amargos do verão.
Não entendo... Quantas horas passarão até chegar?
Sei que todos desesperam em profunda agonia,
santidade desumana, recupera pormenores pelo ar.
Destemido, mais amado, qualquer coisa em seu lugar...
Não dividas o que ontem me ensinou a te odiar.
E tão somente odiosa criatura poderá nos alentar?
Quem diria... Insensatos, contos velhos, podridão...
Encontraria tudo neste mundo paralelo e indolor,
inalando nossos sonhos com aroma de perdão.
E meus olhos, tão cansados, se deleitam ao sabor
das ondas virgens desta praia, desta vã predileção.
E meus braços, doloridos, já descansam ao saber
que vai embora aquela culpa que optamos por manter.
Minha boca, tão calada, desespera-se ao gritar
“Escuridão, tão saborosa, por que tens de nos deixar?”
Leve embora todo o resto. Apenas este importa aqui.
Renovando a cada dia o que não soube viver. Adeus.
ressecando a morte em mais espasmos
do que os cálculos indicaram previamente.
Entender o que se passa já não nos traz escuridão
pois perdidos em desalinho, os mundos todos cairão.
Não disfarce os dessabores tão amargos do verão.
Não entendo... Quantas horas passarão até chegar?
Sei que todos desesperam em profunda agonia,
santidade desumana, recupera pormenores pelo ar.
Destemido, mais amado, qualquer coisa em seu lugar...
Não dividas o que ontem me ensinou a te odiar.
E tão somente odiosa criatura poderá nos alentar?
Quem diria... Insensatos, contos velhos, podridão...
Encontraria tudo neste mundo paralelo e indolor,
inalando nossos sonhos com aroma de perdão.
E meus olhos, tão cansados, se deleitam ao sabor
das ondas virgens desta praia, desta vã predileção.
E meus braços, doloridos, já descansam ao saber
que vai embora aquela culpa que optamos por manter.
Minha boca, tão calada, desespera-se ao gritar
“Escuridão, tão saborosa, por que tens de nos deixar?”
Leve embora todo o resto. Apenas este importa aqui.
Renovando a cada dia o que não soube viver. Adeus.


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