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Quarta-feira, Março 16, 2011

A Morte do Cisne

Suas asas já não voariam nunca mais
Seus sonhos não voltariam a pousar
E seu canto já não sonharia novamente

E seu pranto calaria o mundo todo
em acordes desesperos, desferidos sem saber
E seu timbre resumido em muitas cores
que só ele era capaz de ver

Suas pernas, já sem forças, não se moveriam mais
Esperanças, todas perdidas em multidões de animais
E suas aves, despedidas, dançariam ao seu redor

Não obstante, descontente, dançaria até morrer,
alcançando em passos pardos sua nova timidez.
Sustentando com seus versos um retrato do querer
que lhe trouxe muitas plumas e acolheram seu ser

Ainda assim, sua visão se enturvecia
e o ar já não chegava a seus pulmões
Sua voz, em gotas finas, para fora escorreria

E, cansado destes tolos que viveram imparciais,
deixou de lado sua ira, para decidir viver mais.
Mas sua vida, num espectro resumido,
decidiu ser terminada, nos deixando para trás.

Seus soluços, inaudíveis, destilavam seu prazer.
Sua mente não-consciente não sabia o que fazer,
meditando em cores graves o que poderia ser.

Morre um cisne moribundo, morre um anjo, morre um céu,
carregando a todos em sua mágoa incontida,
que continha mais um pranto – só mais um,
mas que não foi derramado antes do cisne morrer.

2 comentários:

Aquela Mulher disse...

Eu amo seus lindos canalizados textos!
Le Olam Amén

The Morning Star disse...

Muito obrigado. Seus comentários significam realmente muito para mim. Ajudam a olhar dentro dos poemas com mais atenção.

Malkuth, Ve-Geburah, Ve-Gedulah
Le Olam Ámen.

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O autor agradece.

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