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Segunda-feira, Janeiro 03, 2011

Angelus Sanguire

Cheio de si, sentava-se olhando os erros viverem
com seu orgulho ferido, apenas podia calmamente odiar
encantado com a doçura deste nobre sentimento
majestoso era o manto de seu ódio milenar

Profanando em versos comoventes os pequenos erros
que, errantes, desistiam de lutar
e, curvados ao esplêndido chamado sugerido,
atiravam-se aos montes em abismos nunca vistos no lugar

E a vida dotava-se de alegrias, de vitórias, de prazer
pois às falhas, destrutivas e mesquinhas,
permitiu-se com violência esvanecer

Não havia lugar para todos, mesmo aqueles que não sobrariam
Saboreava nesse dia o que há de mais intenso
e queimava com a fúria seus eclipses tão amados
terminando de ser tarde em sua fome já voraz

Tendo sido amado em novos dias
que viriam no futuro de um tempo sem lugar
largaria sua vida de bondades e heresias
para deitar-se a seu lado e reinar

Hoje reina mesmo estando imaculado
garantindo que os erros tenham fim
pensaria em ser amado, se não fosse tão ruim

Sua culpa se abate sob formas vívidas
Perdoando a si mesmo por amar a associação
de prazeres que aguardam seu sinal
impedindo cada gota de seu sangue
puro e limpo de tornar-se surreal

Expurgou mais uma vez sua proposta
com a lei então chamada universal
trouxe à tona o que nunca pretenderam ocultar
descobrindo que aquilo que viver, desta vez, não morrerá

Voe longe, seja sério e, não obstante, sonhador
encontre em tudo uma pergunta e uma resposta
expurgue os erros que tiveram que nascer em hora má
Pois reinante está o ceifeiro observando nossas vidas já fadadas
ao abismo que está em todas partes, esperando o último erro hesitar

Reina então eternamente, esperando apenas tudo terminar.

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O autor agradece.

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