Far away in the infinite future and past

Pesquisar neste blog

domingo, julho 29, 2012

Solidão

Deixa estar
Já não importa o quanto torta tua vida possa ser
se é disposta e bem exposta, em teu seio pode haver
Miserável e mesquinho é quem segue o mau caminho
encurvado de cansado, sua mente sofre espasmos pela ausência do poder

E sua mente chora ausente, exalando solidão,
então seus medos, entre os dedos, fazem parte de suas mãos
Mas carente e descontente envergadura sem igual
invade a alma com a calma de quem sente
que sua ira deslumbrante segue avante, sempre em frente

E os degraus de nossa vida, entupida do vazio mais sem fim que há
citam cheios devaneios sem rodeios, porque tudo há de acabar
E quando tudo estiver enfim acabado, eu estarei aqui sentado
refletindo ao ver mundos ruindo e não ter para quem contar

Voltarei então àquele canto de onde se ouvia o canto
de quem não sabia rezar
E verei com mais certeza que voou com mais grandeza
quem não sabia voar.

terça-feira, junho 05, 2012

Neo Recitatum

Sempire excelcis et' aimen foregoten
en almus viest fortires domi dae
al lux de trin an et' voeme in vox.

nuncae setare do aminus eternae haeresis
dominus in ested halum du no lux
enc' dormis noavus est'

quandum voltae vita escuritus has
al maedi por vulmes trevum sta
inventae amoris salivae quam

participatus fas gloriabilis
daemus status vobiscum'
lucernar obscura assecila.

quarta-feira, maio 23, 2012

O amor provisório

Então, sem perceber ela se aconchegou ao meu lado em meio àquela multidão. Quase sem querer, diferentes partes de nossos corpos tocavam-se timidamente uma a uma e, logo, várias de uma vez. Não creio que ela tenha percebido, mas eu desfrutava de cada toque por saber quanto único eles eram. E, conforme o ar se movimentava, eu esporadicamente sentia sutis golfadas impregnadas com seu suave perfume. Aquele conjunto perfume-toque fez com que um calor percoresse meu corpo de cima a baixo, fazendo-me sentir aquele amor provisório que duraria somente enquanto ela me tocasse, e nada mais.

Por algum motivo, ela sorria. Então, em meio àquele belo sorriso, ela me olhou. Diretamente em meus olhos. Eu sabia que não era para mim que ela sorria, mas por aquele microssegundo que durou o olhar, eu menti para mim mesmo que era, e sorri de volta, aumentando ainda mais aquele misto de paixão e excitação que eu resolvera chamar de amor provisório.

Nunca mais a veria, eu sabia. E assim foi. As coisas se ajeitaram e nós nos desencostamos, voltamos para nossos respectivos mundos reais e eu nunca mais a vi. E eu nunca mais a amei. E nem mesmo penso que amaria novamente. Foram apenas 40 segundos de amor provisório e nada mais, nunca mais. 

Fim.

segunda-feira, maio 21, 2012

Amores platônicos

Dedico estas palavras aos amores platônicos.
Àqueles que conhecem o encanto do pequeno algo a escrever,
àqueles que que escrevem para o que nunca poderão ter.

Dedico este pequeno algo ao amor de Platão,  
que em suas sábias palavras descrevera   
como doce, puro, incondicional e belo...

E nem os mares tão profundos, mais profundos não seriam.
E nem as cores tão sortidas, não trariam a alegria
de um coração embalado pelo júbilo da paixão

Dedicados estes versos serão
a todos os que já tiveram palpitações de amor platônico,
tiveram seu fôlego roubado e àquele que sonhou mesmo estando acordado.

Dedico àquele que sonhou mais alto, e sofreu por medo
e também àquele que encontrou satisfação
nos braços de alguém a quem nunca teria, mas que roubou seu coração.

Dedico, assim, estes versos, à minha antiga eterna paixão.

terça-feira, maio 15, 2012

Lá fora

Embriagar-me-ei pelas nuvens mundo afora,
tão salinas, adocicadas, ressecadas em perfeita conservação.
E a voz que difundia qualquer coisa parecida com você Lá fora
escureceu em meu silêncio e no banho decantou.

Os monstros lá fora carregar-me-ão,
arrancando-me, em seguida, os olhos, as pernas e as mãos…
Labutando nossas vidas em odiosa esperança,
digerindo a incerteza como a carne, como o pão.

E este cheiro de luz horrenda que cerca meu pesar
já passou da meia-noite sem, contudo, permitir-se inalar.
Já nem mesmo penso em certos que viraram solidão
pois em carne negra vivem vermes tão albinos quanto o chão.

E o declínio tão macabro que termina em corpo sacro
viu a aura cor do Sol em ascensão…
Esmigalhado em desespero despedaço
os pedaços sem sentido deste obscuro coração.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Meu próprio demônio


Minimamente ridículo,
sem vestígios, meu Demômio surgirá.
Fui eu quem fiz aquele,
que em sua cama dormirá.

Eu o fiz, porque mereço esta canção!
Eu mereço descobrir por que me odeia, por que ama...
Parta agora, deixe-me aqui, embebido em solidão,
enquanto encaro, vazio, formas de vida na lama.

Oh! Por favor, Sonhe-nos!
Sonhe-nos como se fossemos reais!
Sonhe-nos como se fossemos morrer,
sonhe-nos até que nos tenhamos tornado imortais.

Suas asas sonhadoras não vigiam mais meu leito
Tão temíveis, tão exatas, fui deixado para trás...
Mas perdoo a quem acha-lo,
pois eterna é a noite, eterna é sua canção

E seu rastro, tão etéreo, tem cheiro de paixão,
mas o doce é enganoso, como a vasta solidão o contará.
Suas chamas, adoentadas, ardem árduas em suas mãos
não hesite um só segundo, pois o sol da meia noite o seguirá.

Cante-nos, então, essa canção!
Você é aquele que merece estar onde está
Sua lágrima, sepultada em sua face,
nunca mais ressurgirá.

A hora está por chegar.
Os que o conhecem que o entendam,
nada nunca vai mudar. Só o incerto ora por nós.
Eu criei meu próprio Demônio, mas não sei onde o deixei.

Leia também:

Enquanto isso, em O Rio de Mentes